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A importância da campanha porta a porta na eleição

A campanha porta a porta ainda é uma tendência nas eleições. Apesar do avanço do marketing político digital, com a forte utilização de redes sociais nas campanhas, há territórios, especialmente em cidades menores, que o contato pessoal faz toda a diferença. Ainda nos dias atuais, quando as pessoas pensam em campanhas populares nas ruas, elas pensam em porta em porta. Uma pré-campanha eleitoral de sucesso, para boa parte dos candidatos proporcionais, passa por uma estratégia de campanha porta a porta, ou seja, de contato direto com o eleitor.

Quando o divulgador resolve fazer a campanha política indo de porta em porta ele assume uma atividade responsável de campanha que deve ser respeitosa.

Trata-se de uma abordagem básica por excelência. Esse método permite que o candidato e seus representantes encontrem os eleitores pessoalmente, o que pode aumentar a probabilidade de eles lembrarem o nome, o número e a proposta do candidato.

Campanha porta a porta

Principalmente, em campanhas locais e menores, os candidatos e seus representantes podem bater de porta em porta, sem ser invasivo. Geralmente, é aconselhável visitar os apoiadores e eleitores registrados para evitar bater na porta errada.

Em campanhas de alta abrangência

A campanha porta a porta em campanhas políticas maiores pode ser aplicada e realizada por voluntários, e o candidato pode ir a algumas portas como um evento de imprensa ou como parte de uma blitz de eleitores.

Independente do trajeto, não importa o tamanho da sua corrida, seus esforços de base devem incluir um componente de porta em porta.

Prospecção de eleitores

A abordagem deve ser respeitosa e ser introduzida também com um roteiro já previamente treinado e repassado pelo partido. Lembramos que o procedimento de prospecção é a iniciação sistemática do contato direto com indivíduos, comumente usado durante campanhas políticas.

Ela abrange a realização de campanhas políticas, captação de recursos de base, conscientização da comunidade, campanhas de adesão e muito mais.

As atitudes

As atitudes devem ser positivas e oferecer esperança para o potencial eleitor. Os representantes da campanha batem nas portas para contatar as pessoas pessoalmente.
Além de uma boa conversa, pode ser oferecido material de divulgação de campanha. Por questões éticas nunca deve-se oferecer brindes ou prêmios para o eleitor visitado.

A identificação

No processo de visitação e de apuração de intenção de votos, a aplicação e usada por partidos políticos e grupos de assuntos para identificar partidários, convencer os indecisos e adicionar eleitores à lista de eleitores por meio do registro de eleitores, e é essencial que as operações de votação sejam essenciais.

Ressaltamos como elemento central do que as campanhas políticas chamam de jogo ou campo de abrangência.

A pesquisa política

A campanha porta a porta, muitas vezes, também é acompanhada pela pesquisa eleitoral porta a porta. A pesquisa política organizada tornou-se uma ferramenta central das campanhas eleitorais.

A pesquisa permaneceu uma prática essencial realizada por milhares de voluntários a cada eleição lá e em muitos países com sistemas políticos semelhantes.

Levantamento

Numa análise fundamental, percebemos que a realização desse tipo de ação influencia no convencimento de eleitores e também influencia os resultados das eleições nacionais.

Experiência na França de campanha porta a porta

Considerando uma das democracias mais consolidadas do mundo, nas eleições de 2012 na França, François Hollande concorreu contra o então titular Nicolas Sarkozy, de 1º de fevereiro a 6 de maio de 2012, cerca de 80.000 voluntários bateram em 5 milhões de portas em um esforço para fazer com que os cidadãos franceses votassem em Hollande. Na época, o candidato do Parti Socialiste, de centro-esquerda venceu a eleição, com 51,6% dos votos.
Na época, os voluntários cobriram alguns distritos com visitas porta a porta (os grupos de tratamento), deixando outros distritos em paz (os grupos de controle).

Abordagem e pesquisa

No caso da França em 2012, por exemplo, onde houve forte campanha porta a porta, a pesquisa de intenções não teve efeito significativo sobre o número de pessoas que compareceram às urnas inicialmente.

Perante os eleitores franceses, o material e as instruções da campanha, apesar de mencionar o presidente Nicolas Sarkozy, de direita, se concentraram na mobilização de não eleitores de esquerda.

Porém, a campanha de levantamento de intenções de votos aumentou a participação dos votos de Hollande em 3,2 pontos percentuais no primeiro turno da eleição e 2,8 pontos percentuais no segundo turno.

Conclusão: a campanha porta a prota não morreu!

O avanço das redes sociais pode dar a impressão que a campanha porta a porta morreu. Mas é exatamente o contrário. Todo candidato deve ter na sua estratégia de marketing eleitoral momentos de contato pessoal com o eleitor. A abordagem de rua deve ser ainda mais valorizada, com planejamento e efetividade. Há pouca margem para erros.

Podemos concretizar a percepção que a atividade de campanha porta a porta envolve contato com o eleitor. Geralmente, quando os apoiadores vão de porta em porta, eles acabam conversando com os eleitores de maneira direta.

Se as pessoas estão sentadas em suas varandas, andando na rua ou apenas voltando do trabalho, os eleitores gostam de conversar com voluntários da campanha, mesmo aqueles que estão deixando apenas um folheto para trás.

Porém, é fundamental que os voluntários e representantes de campanhas sejam orientados. A campanha porta a porta deve ser uma atividade específica. Sua campanha deve escolher cuidadosamente em quais portas você vai bater.

Inicialmente, a legenda e sua equipe devem procurar as casas dos eleitores registrados. A menos que sua campanha tenha decidido executar uma campanha direcionada de registro de eleitores. A abordagem deve ser breve e curta e nunca ser invasiva.

Darlan Campos é Consultor em Marketing Político, professor, escritor e membro fundador do CAMP - Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político. Especialista em Marketing Político e Comunicação Estratégica, Diretor executivo da República Marketing Político (http://republicamarketingpolitico.com.br/). Autor de dois livros sobre a temática: ‘Nas ruas e nas redes – estratégias de marketing político’, publicado pela editora Soares/SP, lançado em 2017, e 'Marketing Político - construção de candidaturas vitpriosas', editora Lexia/SP. Atua como consultor em Marketing Político com foco em campanhas eleitorais, mandatos parlamentares ou gestão e estratégia de comunicação política em estados e municípios. Tem experiência em: marketing político e público, marketing político digital administração de crise, planejamento de comunicação, e em estratégia para mobilização de causas.

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