“A Grande Vitória chegará no risco vermelho”, diz Casagrande - ES360

“A Grande Vitória chegará no risco vermelho”, diz Casagrande

Segundo o governador do Estado, o cenário está associado ao descomprometimento da população nas medidas de controle da covid-19

Os municípios da região metropolitana deverão ser reclassificados para o risco alto de transmissão do novo coronavírus. Em entrevista à rádio BandNews FM, o governador Renato Casagrande atribuiu a medida ao descomprometimento da população com as ações de controle da doença. “No caminho que está, mais alguns dias a Grande Vitória chegará no risco vermelho”.

A afirmação de Casagrande reforça o discurso desta segunda-feira (14) do secretário da Saúde, Nésio Fernandes. De acordo com ele, o Espírito Santo vive uma nova fase de aceleração da curva de casos, internações e óbitos, que deve se estender pelas próximas oito semanas.

“O que estamos assistindo de uma parte da população é uma despreocupação com o risco. Estamos entrando no verão, um período de muita interação e estamos alertando as pessoas que se esse verão for igual ao ano passado, vamos perder muitas vidas. Já estamos perdendo”, frisou Casagrande.

Questionado sobre as ações de fiscalização do Estado, o governador afirmou que não possui estrutura para atender todas as demandas e pediu o apoio da população para evitar a transmissão da covid-19. “Nós não temos perna para fiscalizar todo mundo e nem vamos prender as pessoas. Cada um tem que entender a responsabilidade que estamos tendo (o governo) e que temos que ter individualmente. Esse Natal e Ano Novo vai ser da empatia”.

Casagrande ainda fez questão de esclarecer que não está pedindo para as pessoas deixarem de sair de casa, mas que o façam de forma segura. “Preservando pessoas do grupo de risco, se recolhendo à noite e aos finais de semana”.

Restrições a estabelecimentos comerciais

Se confirmado o risco alto de transmissão do novo coronavírus na Grande Vitória, os bares serão fechados, frisou o governador. O comércio, por sua vez, permanecerá funcionando em horários especiais.

“Nosso maior problema são os ambientes que não têm controle, onde as pessoas não usam máscaras e que há aglomerações para a transmissão do vírus. Nós não queremos voltar para as restrições. Mas não querer não significa que não vamos ter. Depende muito da realidade que vamos enfrentar em cada dia e do comportamento de cada um e nós”, ressaltou Casagrande.

Compra de vacinas para o Espírito Santo

Sobre as estratégias discutidas até o momento para a aquisição de vacinas contra a covid-19, Renato Casagrande disse que cobrou nessa segunda-feira do presidente Jair Bolsonaro que o governo federal coordene todo o plano nacional de imunização. Mas ressaltou que já trabalha com a possibilidade de adquirir todas as vacinas disponíveis no mercado, caso não ocorra nenhuma iniciativa da União.

“Nós já começamos uma tratativa com o Instituto Butantan. Já pedidos 440 mil doses para vacinar profissionais de saúde e segurança publica. Se o governo federal não coordenar o plano nacional, a medida que o Instituto for produzindo, vamos adquirindo o máximo que pudermos. E se conseguirmos viabilizar outros fornecedores de vacinas segura, vamos adquirindo também”.


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